Os novos radares de Maringá estão captando apenas 50% das passagens de veículos por falta de qualidade nas imagens. Nos nove primeiros dias de funcionamento – de 15 a 23 de fevereiro –, 952 condutores foram multados por excesso de velocidade. A fiscalização eletrônica registrou a passagem de 931.574 veículos no total. O número corresponde a 0,01% condutores multados em relação ao volume de veículos que passaram pelos radares. Um a cada mil veículos foi notificado.
Segundo o secretário de Mobilidade Urbana (Semob) de Maringá, Gilberto Purpur, o número é baixo. Um dos motivos é a má qualidade das imagens – problema que deve ser resolvido em breve. “Estamos perdendo muitas imagens por falta de foco ou porque o flash noturno não está sincronizado com a câmera. Já esperávamos um pouco de problema no início. A empresa vencedora da licitação já foi informada e nós estamos cobrando diariamente para que regularize a situação. Esperamos que resolvam até o final desta semana. Quando tudo estiver normalizado, o número de multas
deve subir consideravelmente”, acredita. A Tecdet Tecnologia, que venceu a licitação dos radares, vai receber R$ 1,3 milhão por um contrato de 12 meses.
Os equipamentos também apresentaram problemas na transmissão dos dados. Dos 40 radares instalados, 28 estão em plena operação, os outros 12 estão apresentando oscilação do sinal de internet.
“O problema está no fornecedor da internet. Todos os radares estão captando imagens, mas a dificuldade está na transmissão dos dados via internet (do equipamento para a central da Semob). As infrações estão sendo registradas no equipamento, e quando houver o link, esses dados serão descarregados na secretaria. Esse também é um problema que a empresa tem que resolver”, enfatiza Purpur.
Campeões
Os pontos que registraram o maior número de infrações nos primeiros nove dias foram Avenida Duque de Caxias, perto da Vila Olímpica; Avenida Mandacaru, em frente ao Hospital Universitário; e Avenida Doutor Alexandre Rasgulaeff, próximo ao número 1.772.
As vias contam com placas indicativas de fiscalização eletrônica e pinturas no asfalto informando a velocidade máxima permitida. A sinalização extrapola as exigências do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que obriga apenas a fixação de placas com o limite de velocidade. A Semob também fez ampla divulgação da localização dos radares antes de entrarem em operação.
Desde que os radares deixaram de operar em Maringá, em agosto de 2016, a velocidade média nas ruas e avenidas da cidade aumentou cerca de 30%, potencializando os riscos de acidentes. Em 2017, foram registradas 61 mortes no trânsito urbano.






