O Tribunal do Júri realizado nesta terça-feira (27), na Câmara Municipal de Paiçandu — espaço cedido ao Fórum para a realização das sessões — condenou o venezuelano Miguel Enrique Rodriguez Milla a 44 anos de prisão em regime fechado pelo brutal feminicídio de Marianny de LosAngeles Areva.
O crime aconteceu em setembro de 2024 e chocou toda a cidade pela extrema violência. A vítima, de origem venezuelana, foi assassinada dentro do apartamento onde morava, nos predinhos ocupados da Avenida Independência. Conforme apurado pela investigação, Marianny foi morta com diversos golpes de faca, principalmente na região da cabeça, ficando com o rosto desfigurado.
A cena do crime foi encontrada pela filha da vítima, de apenas 11 anos, no início da manhã, quando acordou para ir à escola. Outras duas crianças, de 5 e 8 anos, também estavam no imóvel no momento do crime.
De acordo com as investigações, o casal estava em processo de separação, mas o acusado não aceitava o fim do relacionamento. Testemunhas relataram que ele era extremamente ciumento e que havia, inclusive, deixado o emprego pouco antes do crime.

A atuação rápida da Polícia Civil de Paiçandu foi fundamental para a elucidação do caso. Horas após o feminicídio, equipes coordenadas pelo delegado Gustavo Mendes iniciaram diligências intensas e, após denúncias recebidas pela divulgação da imagem do suspeito, conseguiram localizar e prender Miguel no Distrito de Água Boa, enquanto ele caminhava às margens da rodovia sentido Cianorte.
A faca utilizada no crime foi encontrada ensanguentada próximo à ocupação onde o casal morava.
O julgamento terminou com a condenação do réu a 44 anos de reclusão em regime fechado, reforçando o trabalho eficiente da Polícia Civil de Paiçandu na rápida resposta ao crime e na prisão em flagrante do autor poucas horas após o assassinato.
Sobre a condenação; Mesmo sendo estrangeiro, ele pode ser preso, investigado e julgado normalmente no Brasil, porque o crime aconteceu em território brasileiro. Por isso, o caso foi investigado pela Polícia Civil de Paiçandu e julgado pelo Tribunal do Júri da cidade. A nacionalidade dele não impede a aplicação da lei brasileira.
Texto Alécio Martins










