Uma ocorrência registrada na manhã desta sexta-feira (26) mobilizou equipes da Polícia Militar após denúncia anônima de furto em andamento em uma chácara localizada na área rural do município de Doutor Camargo.
De acordo com a Polícia Militar, durante a ação inicial no local do furto, oito pessoas foram acusadas de furto qualificado. No decorrer das diligências, outras três pessoas foram encaminhadas por suspeita de estelionato, entre elas um vereador de Paiçandu, conhecido como Wesley da Borracharia (PV), que não estava no local no momento da abordagem inicial. Os policiais se deslocaram até a residência do parlamentar para realizar o encaminhamento.

Ainda segundo a PM, a suspeita é de que tenha ocorrido uma negociação irregular envolvendo a suposta venda de eletrodomésticos e madeira, mesmo sem que os envolvidos fossem os legítimos proprietários dos bens. Conforme relato policial, há comprovantes de transferências via Pix que indicam que valores teriam sido repassados a um adolescente, que afirmou ser funcionário da borracharia do vereador.
De acordo com a Polícia Militar, o menor relatou que teria recebido os valores a pedido de Wesley e que, na sequência, repassou o dinheiro para familiares do vereador. Os aparelhos celulares dos envolvidos foram apreendidos para análise, já que conteriam conversas e comprovantes que podem auxiliar nas investigações.
Ao todo, 10 homens foram encaminhados à delegacia, além da apreensão de um adolescente. Um caminhão, dez celulares e diversos objetos, como eletrodomésticos e madeira, também foram apreendidos.
Todos os envolvidos foram conduzidos à 9ª Subdivisão Policial de Maringá, onde foram ouvidos pelo delegado de plantão e, posteriormente, liberados.
Em nota, a defesa do vereador informou que ele está colaborando com as autoridades e demonstrou confiança na Justiça, afirmando acreditar que sua inocência será comprovada ao final das investigações. A Câmara Municipal de Paiçandu também se manifestou, esclarecendo que não foi formalmente comunicada sobre a prisão e que, até o momento, não há relação do fato com o exercício do mandato parlamentar. O Legislativo municipal ressaltou ainda que eventuais medidas administrativas somente serão analisadas após a conclusão das investigações.
O caso segue sob apuração da Polícia Civil









